Chapinha em excesso danifica os fios

Responda rápido: quantas vezes por semana você passa chapinha no seu cabelo? O uso da chapinha se popularizou tanto, que é impossível pensar em ter o cabelo liso sem o uso do aparelho.

Mas para quem tem cabelo crespo natural ou está na fase de transição, as altas temperaturas produzidas pela chapinha podem provocar danos irreversíveis nos fios. O calor em excesso do aparelho em contato direto com os fios pode deixar os cabelos ressecados, quebradiços e até queimados.

Além disso,  também pode alterar completamente a estrutura do cabelo crespo: os fios vão perdendo o enrolado natural; o cabelo fica com um aspecto estranho, nem liso, nem crespo. Este processo é irreversível. Para recuperar o padrão de ondulação que o cabelo tinha, será necessário cortar o cabelo e esperar que cresça novamente.

Para quem tem o cabelo quimicamente tratado, os riscos são ainda maiores, já que a química deixa o cabelo mais fragilizado.

Sei que algumas meninas (especialmente as que estão em transição) usam chapinha quase todos os dias. O que é preciso ter em mente, é que o dano causado pelo uso frequente da chapinha é acumulativo. O efeito negativo acontece em cada seção. Por este motivo, o ideal é usá-la o mínimo possível. O recomendado é uma vez por semana. Para manter o cabelo lisinho no resto da semana, você pode fazer uma toca antes de dormir.

Sinais de que a chapinha está danificando seus cabelos: fios ásperos, ressecados, com pontas duplas, além de dezenas de fios quebrados (é só passar um ventinho, que eles ficam eriçados, não há serum que dê jeito).

Cuidados na hora de fazer a chapinha

– Chapinha e cabelo sujo não combinam. Os fios devem estar limpos, no máximo um dia após a lavagem. Para proteger os fios, depois da lavagem, faça uma hidração profunda.

– Antes de usar chapinha, passe um produto termoativado (leave in, serum). Desta forma, vai criar uma camada protetora que irá preservar a oleosidade natural dos fios.

– Evite usar o aparelho nas temperaturas mais altas. E desligue a chapinha de tempos em tempos para evitar o superaquecimento.

Quando for comprar o aparelho:

– Invista em aparellhos de boa qualidade (ion, cerâmica, turmalina, etc). Desconfie de chapinhas muito baratas.

– É fundamental que a chapinha tenha um botão para o controle da temperatura (termostato).

Uma observação: tudo que foi dito para a chapinha também vale para o modelador de cachos (babyliss) e o secador de cabelo. Portanto, use-os com moderação.

Texturização sem química

Vi esta foto da cantora Corinne Bailey Rae e lembrei-me de uma técnica que pode ser muito útil para as meninas que estão na fase de transição: a texturização sem química.

A texturização nada mais é do que mudar o padrão de ondulação dos fios. Existem diferentes maneiras de texturizar o cabelo crespo sem usar produtos químicos: com tranças, torcidinhos, bobes, bigudinhos, etc.

Para as meninas que estão em fase de transição é um ótimo recurso para disfarçar a diferença entre a raiz crespa e as pontas alisadas. Já para quem tem cabelo crespo natural é uma boa maneira de deixar os fios mais maleáveis para fazer vários tipos de penteados.

Descobri esta técnica sozinha aos tinha 15 anos, observando as ondulações que a trança deixava nos meus fios. Sempre fazia no meu cabelo alisado para dar volume e fugir dos fios super esticados.

Como fazer:

1- Lave e condicione os cabelos

2- Desembarace bem os fios, aplique leave-in e divida o cabelo em mechas. Prenda cada mecha com um grampo para facilitar na hora de trançar o cabelo.

3- Trance cada mecha e no final de cada trança coloque um elástico (o de silicone é melhor), para evitar que a trança se desfaça. Se as mechas começarem a secar antes de trançar, borrife um pouco de água para umedecer novamente os fios. Lembre-se: quanto mais larga for a trança, maior será a ondulação.

4- Fique com o cabelo trançado pelo menos um dia, para fixar bem as ondas.

5- Na hora de desmanchar as tranças, as meninas com cabelo crespo natural podem passar nas mãos um pouco de azeite de oliva ou óleo de coco (sem exagerar na quantidade). Passe as mãos com o óleo em cada trança para evitar que o cabelo fique arrepiado (frizz).  Quem está com o cabelo alisado não precisa fazer este processo.

6- Não use pentes. Passe os dedos entre os fios para unir todas as mechas. Assim o cabelo ficará com aspecto uniforme.

7- Na hora de dormir, refaça as tranças. Se sentir que o cabelo está ressecado, passe um pouco de óleo de coco (para o crespo natural) ou leave-in (para quem tem química nos fios). Coloque um lenço de seda para evitar que os fios fiquem arrepiados.

A texturização com tranças é mais indicada para cabelos no comprimento médio ou longo. Nos cabelos muito curtos, a ondulação não aparece.

Só mais uma coisinha: a Corinne Bailey Rae tem o cabelo crespo natural e  faz a texturização com tranças. Observe como o comprimento dos fios faz toda a diferença.

Criança e química não combinam

Tenho recebido emails de crianças que já usam química com 10, 11 anos de idade, reclamando do cabelo seco e danificado. Há poucos dias, recebi outro email de uma mãe que contou que alisa o cabelo da filha de quatro anos.

Diante desta situação, achei importante esclarecer algumas questões sobre química e crianças.

Embora a maioria das meninas sonhe, desde cedo, com os cabelos lisos e brilhantes que veem nas novelas e comerciais de TV, é bom lembrar que crianças só podem fazer algum tipo de tratamento químico depois dos 12 anos de idade.

Qualquer salão sério e responsável respeita esta “lei”, mesmo que a mãe insista dizendo que se responsabiliza.

Os produtos usados para relaxar ou alisar contêm ingredientes que podem causar danos irreparáveis no couro cabeludo e no folículo capilar. Por isso a química não é recomendada antes dos 12 anos.

Sei que algumas mães vão dizer que elas é que pedem, que as meninas preferem o cabelo liso ou que na escola todas as amiguinhas dela fizeram chapinha.

Sei também que é difícil lidar com a choradeira, os beicinhos e as birras das meninas. Mas acho fundamental que a mãe converse com a filha e explique, numa linguagem que a criança possa entender, que o cabelo crespo dela é especial e que aprender a lidar com ele pode ser muito divertido.

Acredito que a criança precisa aprender a cuidar e a gostar do cabelo antes de pensar em alisá-lo. E a mãe tem um papel essencial nesse processo de descobrir que “o meu cabelo crespo é tão bonito quanto o cabelo liso”.

É verdade que muitas mães sentem dificuldade em lidar com o cabelo crespo da filha, mas isso pode ser uma boa oportunidade para descobrir novas maneiras de deixar a menina mais bonita. É um gesto que vai reforçar cada vez mais o laço de afeto entre mãe e filha.

Quando for lavar, condicionar ou desembaraçar o cabelinho dela, nunca diga que tem cabelo demais, que é difícil para penteá-lo, nem deixe transparecer nenhuma emoção negativa. Faça tudo de modo leve e divertido, para que ela não crie rejeição ao próprio cabelo. Isso é muito importante para a formação da autoestima da criança.

O segredo de um cabelo perfeito

Oprah Winfrey e Andre Walker

No site da O Magazine, revista da apresentadora Oprah Winfrey, li uma pequena entrevista com o cabeleireiro americano Andre Walker. Além de ser um dos profissionais mais respeitados dos Estados Unidos, ele cuida do cabelo da Oprah há mais de 25 anos.

A apresentadora faz questão de afirmar que graças aos cuidados de Andre, ela conseguiu manter seu cabelo saudável após tantos anos de secador, chapinha, e extensões.

As dicas do cabeleireiro são úteis para as meninas que tratam o cabelo com química e gostam de manter os fios super lisos.

OM: Quais são as três coisas que devemos fazer para ter um cabelo bonito?

Andre: Hidratar. Hidratar. Hidratar. Mesmo que você ache que não precise, passe condicionador toda vez que lavar os cabelos e aplique uma máscara bem cremosa uma vez por semana. Recuperar a umidade dos fios é essencial para ajudar a reparar pontas secas, além de dar brilho.  

OM: E o que nunca devemos fazer?

Andre: Não acredito que você possa fazer dois tratamentos químicos de uma vez e ainda ter um cabelo saudável.  Se estou relaxando o cabelo, não uso tintura. E se pinto o cabelo, não relaxo.

Como o calor também é muito prejudicial aos fios, tento não usar secador ou chapinha no cabelo da Oprah mais do que três vezes por semana. Ultimamente, para diminuir o uso do secador, tenho feito rabo-de-cavalo. Um rabo de cavalo no alto da cabeça pode ser muito elegante.

Alisamento e relaxamento

Este post é a continuação do Cabelo com química, em que falei de forma mais abrangente sobre os procedimentos químicos. Hoje vou dar informações específicas sobre alisamento e relaxamento.

Uma das primeiras coisas que você deve saber é que nos dois procedimentos é usado o mesmo tipo de produto: hidróxido de sódio, hidróxido de guanidina ou amônia.

Então onde está a diferença? Segundo Maria Angela Veríssimo, responsável pelo departamento técnico da Avlon, o que muda é a quantidade de produto utilizada, o tempo de ação e a forma de aplicação.

Embora nos dois casos haja mudança na estrutura dos fios, no alisamento, como o próprio nome já diz, os fios ficam “retinhos”. Já no relaxamento, é mantida a curvatura dos fios (mais ou menos enrolados de acordo com o gosto do cliente).

 

Para qual tipo de cabelo é indicado?

Se você tem o cabelo crespo, muito crespo ou carapinha, pode fazer o alisamento. 

O relaxamento é indicado apenas para cabelos crespos ou muito crespos, porque o fio é em forma de espiral. Como neste procedimento a química é mais suave, apenas para soltar os cachos, os fios precisam ter curvatura, senão a química não trará o resultado desejado.

Por este motivo, pessoas com cabelo carapinha devem evitar o relaxamento, uma vez que o tipo de cabelo não forma cachos (o fio é em formato de ziguezague). O resultado pode ser pior ainda se a química tiver amônia. O cabelo vai ficar com aparência de mal alisado, em função da aplicação do produto inadequado ao tipo de cabelo.

Hoje os cremes de alisamento são menos agressivos porque contem na sua formulação emolientes que ajudam a hidratar os fios. Também durante o processo, especialmente na hora do enxágüe, é feita uma hidratação para recuperar os fios.

 

Retoque

Quando o cabelo começa a crescer e a raiz crespa se manifesta (uma amiga minha se refere a este momento como “a mãe África me chama”) muitas mulheres correm para o salão para fazer o retoque.

O tempo para retocar a raiz é de 60 até 90 dias. Quanto mais suave for o produto utilizado, maior pode ser o intervalo de retoques. Antes de 60 dias, nem pensar. Já ouvi meninas contanto que fazem todo mês. Esta é a melhor maneira para destruir os cabelos.

O retoque é sempre feito da raiz até onde o cabelo virgem se encontra com a parte alisada. O profissional deve proteger o couro cabeludo (com produto específico para isso) e proteger, também, a parte já alisada.

Na hora do retoque, a química não pode ser passada novamente no restante do cabelo que já tinha química. O que pode enfraquecer e provocar quedas nos fios

 

Incompatibilidade de produtos

Muitas mulheres acreditam que a química é como o xampu, é só lavar que o produto sai dos cabelos. Infelizmente, todo procedimento químico é irreversível. “A parte alisada vai continuar alisada, não importa quanto tempo fique sem passar o produto novamente. É um processo permanente, que muda a estrutura do fio para sempre”, diz a especialista da Avlon, Maria Angela.

Isto significa que se quiser mudar de química, terá que esperar o cabelo crescer e cortar a parte alisada. Nem pensar em misturar químicas diferentes. Mesmo que o cabeleireiro diga que não tem problema. Se profissional disser que dá até para fazer escova progressiva, saia correndo do salão e não olhe para trás (vou falar mais tarde sobre a progressiva).

Se ficar em dúvida, consulte uma segunda opinião, mas não se arrisque.  

Para quem vai alisar o cabelo pela primeira vez, só dou um conselho: informe-se sobre o produto, o salão, o profissional. Não acredite em tudo o que lhe dizem, quanto mais conhecimento tiver, mais acertadas serão as suas escolhas.  

Ufa! Sei que o post ficou enorme, mas era tanta informação. Se não expliquei bem alguma coisa ou tiveram dúvidas, escrevam nos comentários, ok?

Cabelo crespo com química

Tenho recebido alguns e-mails de meninas que passaram por algum tipo de processo químico e estão com os cabelos danificados.

Primeiro, gostaria de dividir com vocês o que penso sobre alisamento. Embora hoje use o meu cabelo natural, alisei e relaxei os fios durante muitos anos. O que me incomoda não é o alisamento em si, mas o motivo que nos leva a mudar de crespo para liso.

Hoje percebo, claramente, que no meu caso foi porque não sabia como lidar com o meu cabelo crespo. Na época em que era adolescente não existia leave-in (socorro!) e muito menos produtos especiais para cabelo crespo.

Para vocês terem uma idéia, nas prateleiras dos supermercados só encontrávamos xampus e condicionadores para cabelos secos, normais e oleosos.

Depois de lavar e condicionar os fios, o que me restava? Passar Óleo de Lavanda Bourbon, trançar ou fazer rabo de cavalo. Cabelo solto? Só passando chapinha.

A falta de informação e de produtos acabaram me levando para química. A primeira vez que fiz o alisamento foi incrível. Meu cabelo balançava e brilhava como em um comercial de xampu. Cheguei em casa, fui direto para o espelho e jogava os cabelos prá lá e prá cá. Era fascinante descobrir o que era ter o cabelo liso.

Mas não gostava do meu visual com aquele cabelo lambido, por isso passei a enrolar os cabelos e, com o tempo, à noite fazia trancinhas e soltava de manhã. Ele ficava todo frisado.

Com o passar dos anos, e a falta de tratamento adequado, os cabelos começaram a enfraquecer.  Aí descobri que também não sabia como lidar com os cabelos alisados. Para completar, passei por um alisamento que queimou todo meu couro cabeludo.  Tive que fazer tratamento durante um ano e um corte radical.

Depois disso, ainda passei por vários processos químicos, fui me informando cada vez mais, não ia a qualquer salão e fazia tratamentos em casa. No salão, meu comportamento mudou. Em vez de entrar muda e sair calada, passei a questionar a cabeleireira sobre tudo (que produto é esse? O que faz? O que você vai colocar no meu cabelo? O que faço para hidratar o cabelo em casa?). Um verdadeiro interrogatório.

Com isso aprendi que o alisamento deve ser uma escolha consciente. Algumas meninas veem a química como o caminho mais fácil. Posso dizer para você que ela não é.

O processo químico muda completamente a estrutura e a textura do cabelo crespo. Para saber qual química deve escolher é preciso passar por uma avaliação profissional.  O cabeleireiro vai analisar seu tipo de cabelo, fazer testes e definir o que é melhor para você.

Se for a um salão e o cabeleireiro quiser fazer a química na hora, saia correndo. Vai ser uma roubada. Antes de qualquer processo químico, é preciso preparar os fios, passar por um período de hidratação e recuperação dos cabelos.

Nomes para guardar

Os princípios ativos mais utilizados para mudar a estrutura dos cabelos são:

– Hidróxido de Cálcio

– Hidróxido de Sódio

– Hidróxido de Guanidina

– Tioglicolato de Amônia

A maioria dos produtos são incompatíveis entre si. Por este motivo, se você já tem química nos cabelos e quer partir para outro tipo de alisamento, relaxamento ou permanente afro, a base do produto precisa ser a mesma. Caso contrário, terá que cortar os cabelos para retirar toda a química anterior.

Outro ponto importante: após o alisamento é fundamental receber orientação para cuidar do cabelo em casa, quais produtos utilizar e o passo a passo da rotina diária.  Se quer ter um cabelo bonito e saudável, precisa de muita disciplina.

Vou fazer mais posts para esclarecer este assunto, detalhando cada tipo de alisamento. Quanto mais você souber, mais segurança terá para avaliar se está nas mãos de um bom profissional.