Óleo de coco

Algumas meninas pediram para falar sobre o óleo de coco. E vocês sabem como fico animada quando o assunto é óleo vegetal.

Por ser rico em vitamina E e ácidos graxos, o óleo de coco fortalece e hidrata profundamente os fios (é um dos poucos óleos que consegue penetrar na cutícula do cabelo).

Quando for comprá-lo, certifique-se de que é virgem, ou seja, foi extraído sem nenhum processo de refinamento e não foi misturado com outro tipo de óleo. Na embalagem deve estar escrito “prensado a frio”.

Outro detalhe importante: experimente o óleo antes de usá-lo. O óleo virgem deve ter o sabor e o aroma do coco. Se sentir algum amargor ou se o cheiro não for agradável, é sinal de que o óleo está rançoso. Neste caso, troque o óleo no estabelecimento onde comprou.

Dependendo da região que você mora, o óleo de coco pode estar solidificado; fica branquinho, parecido com a banha. Isto ocorre porque ele endurece em temperaturas abaixo de 22 graus (acho mais gostoso usá-lo quando está assim, porque fica parecido com um creme).

Óleo de coco solidificado

Como uso o óleo

O óleo de coco é um dos meus preferidos, junto com o de oliva e o de abacate, para hidratar os crespinhos naturais. A diferença é que com o uso constante, percebi que o óleo de oliva dá um efeito incrível quando usado quente (como expliquei neste post aqui).  Já o óleo de coco funciona muito bem para passar todo dia.

Sim, dá para passar o óleo todo dia sem que o cabelo fique oleoso. O segredo é a quantidade. Passo o equivalente a uma colher de chá. Esfrego o óleo entre as mãos e passo por todo o cabelo.

Se você tiver muito cabelo, pode passar mais um pouco. Para não errar, o melhor “método” é usar o dedo indicador. Você vai encostar levemente o dedo no óleo (falei encostar e não mergulhar o dedo).

A quantidade de óleo que ficar na ponta do dedo, você vai esfregar entre as mãos e passar no cabelo começando pela parte da frente. Repita o processo, até passar em todo o cabelo. Esta é a melhor forma para descobrir a quantidade certa para a sua cabeleira.

Se o óleo estiver sólido, use uma colher de chá. Comece com meia colher e vá passando mais, conforme a necessidade.

Você vai perceber que o óleo de coco é absorvido rapidamente pelo cabelo, as mãos não ficam oleosas (se ficarem é porque está passando demais).

Este ritual pode ser feito antes de dormir (assim acordará com o cabelo mais maleável) ou de manhã (depois que umedecer os fios, passe o óleo de coco e, em seguida, o leave-in).

Assim que você passar o óleo no cabelo, vai sentir um cheiro forte de cocada, mas não se assuste, o cheiro desaparece depois que passar o leave-in.

Quem tem cabelo muito crespo (meu caso) ou carapinha vai notar como os fios ficam muito mais maleáveis e fáceis de lidar. E como o ressecamento vai diminuir visivelmente.

Já as meninas que estão em fase de transição, devem ter cuidado redobrado ao usar o óleo, porque como o cabelo está com duas texturas diferentes, a parte alisada pode ficar oleosa.

Experimente usar o óleo de coco no tratamento de óleo quente. Fica muito bom quando misturado com o azeite (use 50% de cada um).

Uma dica para as mamães: o óleo de coco é excelente para o cabelinho das crianças, especialmente após as lavagens. Como é natural, pode ser usado em crianças de todas as idades.

Mais  uma dica: o óleo de coco não é bom só para o cabelo, ele também faz muito bem à nossa saúde. Você pode usá-lo para cozinhar os alimentos ou tomá-lo puro (cerca de duas colheres de sobremesa por dia). Ele fortalece o sistema imunológico e diminui o colesterol, entre outros benefícios.

Como na embalagem vem bastante óleo (cerca de 200 ml, o vidro pequeno), separo em um pote menor uma boa quantidade para o cabelo, e o resto que fica no vidro fica para uso culinário.  Gosto do da marca Copra e da Dr. Orgânico (óleo excelente, importado da Filipinas).

Uma questão de brilho

Uma das coisas que mais estranhei quando parei com a química e assumi meus crespinhos naturais foi que meu cabelo não brilhava mais.  Passava muito silicone, na esperança de que pudesse devolver aos meus fios algo que havia perdido.

Depois de alguns meses, e conforme meu cabelo ia crescendo, comecei a entender todas as particularidades do cabelo crespo natural. Uma delas é que ele jamais terá o mesmo brilho de um cabelo naturalmente liso ou com química.

O motivo é bem simples: o formato dos fios impede que a luz reflita de forma intensa (é só lembrar da imagem de um cabelo liso ao sol para entender o que estou dizendo).

Em vez de pensar no brilho, descobri que a minha principal preocupação deveria ser manter meu cabelo saudável. Parei de usar pomadas e silicones (que em excesso danificam o bulbo capilar) e investi nos benefícios dos óleos vegetais.

Sem dúvida, são os melhores amigos dos cabelos crespos naturais.  Além de serem excelentes hidratantes, ainda garantem um brilho saudável.  Gosto muito dos óleos de abacate, castanha-do-pará, coco, oliva e jojoba.

Uso estes óleos de duas formas: passo um pouco nos cabelos antes de dormir ou de manhã (após umedecer os fios com água, passo uma pequena quantidade, o equivalente a uma moeda de dez centavos, e em seguida passo o leave-in).

Na hora de comprar o óleo, certifique-se de que não contem mistura de óleos refinados e que foi prensado a frio (processo de extração que garante a preservação de todos os nutrientes).

Gosto muito dos óleos da WNF e os da Naturais da Amazônia.

Tratamento com óleos especiais restaura a saúde do cabelo crespo

Uma boa dica para quem está deixando a química e assumindo os fios naturais é fazer hidratação com óleos vegetais e óleos essenciais. Nesta fase de transição, em que o cabelo está com a raiz crespa e as pontas lisas, o ressecamento é constante. Não importa quantos litros de leave-in você passe por dia.

Nesse processo de retorno ao crespinho natural, para manter o crescimento do cabelo é fundamental restaurar a saúde do couro cabelo e dos fios. Aí é que entram os óleos.

Conversei com o hairstylist Márcio Mello, do salão Éclat, que explicou que o tratamento com os óleos realmente funciona porque fornece vitaminas, minerais, emolientes, além de devolver a oleosidade natural do couro cabeludo.

Em seu salão, Márcio faz o tratamento com óleo de Argan (extraído das sementes de uma árvore que só cresce no Marrocos). Ele foi muito bacana e deu a receita para você fazer em casa.

1-     Lave os cabelos com xampu de limpeza profunda. Enxágue e retire todo o excesso de água.

2-     Passe o óleo puro de Argan, levemente aquecido (vai ficar morninho), por todo o cabelo.

3-     Em seguida, prepare uma porção de máscara de macadâmia com cinco gotas do óleo de Argan. Misture bem e aplique no cabelo. Coloque uma touca térmica e deixe o produto agir por 25 minutos.

4-     Depois de enxaguar, aplique um pouco de leave-in mais leve, a base de água.

Faça o tratamento uma vez por mês.

Você pode substituir o Argan por outros óleos. Eu faço uma receita caseira em que misturo óleos vegetais com óleos essenciais (uso da marca WNF que são confiáveis e não contem corantes nem conservantes).

Algumas sugestões de óleos vegetais:

Abacate: rico em vitaminas A, B1, B2 e C. O cabelo fica incrível, bem hidratado (adoro este óleo!)

Jojoba: rico em nutrientes que protegem, restauram e hidratam os fios.

Amêndoas: este é clássico, mas certifique-se de que não seja misturado a outros óleos. Para ter certeza de sua pureza, leia os ingredientes no rótulo da embalagem.

Algumas sugestões de óleos essenciais:

Eucalipto: Condiciona o couro cabeludo por ter propriedades anti-sépticas e anti-bactericidas. 

Melaleuca: o nome é estranho, mas ele é maravilhoso. É um poderoso adstringente, fungicida, que estimula o couro cabeludo.

Alecrim: previne a queda de cabelo; bom para massagens capilares.

Estas são as minhas receitas, que aprendi no manual da WNF sobre óleos essenciais. Faço a cada 15 dias:

Para queda:

5ml de óleo de abacate (o produto já vem com um medidor, por isso não se preocupe)

4 gotas de óleo essencial de alecrim

Para hidratar:

5ml de óleo de abacate

3 gotas de óleo essencial de ylang ylang

1 gota de óleo essencial de alecrim

Nos dois casos, faço o mesmo processo, que é: acrescentar os óleos essenciais no vegetal. Misturo bem e aplico no couro cabeludo, massageando por alguns minutos. Passo o restante da mistura nos fios e deixo agir por 10 minutos. Depois lavo com xampu, passo condicionador e leave-in.

O tratamento com óleo também pode ser feito em cabelos com química.

Os produtos não são baratos, os preços ficam entre R$ 35 a R$ 60, mas o investimento vale a pena porque duram muito.